Dilma Rousseff chegou cedo ao local, em carro aberto, A presidente Dilma Rousseff abriu há pouco o Desfile de Sete de Setembro, na Esplanada dos Ministérios. Dilma chegou à tribuna das autoridades em carro aberto, no Rolls Royce da Presidência da República. O desfile já estava autorizado para começar. A filha Paula chegou pouco antes acompanhada do marido, Rafael, e do filho, Gabriel, de quase dois anos. Mas, ao contrário do ano passado, quando chegou a brincar com a faixa presidencial, desta vez, Gabriel sequer foi para o colo da avó e permaneceu por pouco tempo no palanque.
A determinação da presidente de reduzir o tempo do desfile foi atendido, mas, mesmo assim, passou da hora prevista. Dilma mostrou-se impaciente muitas vezes, por causa de longos intervalos que ocorreram entre uma apresentação e outra. Inúmeras vezes ela foi flagrada esticando o pescoço para ver se conseguia enxergar, longe, a próxima atração do desfile. Um dos longos intervalos chegou a oito minutos.
Desta vez, Dilma sequer esperou o início da apresentação da esquadrilha da Fumaça, deixando o local antes que os aviões aparecessem.
Os policiais federais é que normalmente participam do desfile a pé, grande parte deles está em greve. Este ano, o desfile militar em muitos momentos foi intercalado com desfile dos civis e pela primeira vez se apresentou o Pelotão Brasil, integrado por militares da reserva.
A já tradicional Marcha contra a Corrupção reuniu cerca de 8 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. O movimento - liderado por estudantes de Brasília - começou logo após o desfile de 7 de setembro. Com faixas e cartazes, os manifestantes pediam o fim do voto secreto e uma "faxina" no Congresso. O governador Agnelo Queiroz (PT-DF), vaiado durante a cerimônia oficial, também foi alvo do protestos. No ano passado, no auge da "faxina", o ato reuniu aproximadamente 30 mil pessoas.
Juros internos altos no Brasil aumentam o peso do serviço da dívida em relação ao PIB.
A
proporção do PIB brasileiro gasta com pagamento de juros da dívida
pública federal vem caindo nos últimos anos, mas ainda é a maior entre
as 20 maiores economias do mundo e também supera a de países europeus
afetados pela crise da dívida, à exceção da Grécia.
Segundo
dados da Economist Intelligence Unit (EIU) sobre 25 países mais a União
Europeia, o serviço da dívida
brasileira consumiu 5,1% do PIB do país no ano passado, proporção
inferior apenas aos 5,47% do PIB gastos pela Grécia - país que na
semana passada teve aprovado um segundo pacote bilionário de resgate
para garantir o pagamento de suas dívidas.
Apesar de ter a segunda
maior proporção de gastos com o serviço da dívida, o Brasil é apenas o
13º da lista quando considerada a proporção do endividamento total em
relação ao PIB.
Segundo os dados da EIU, a
dívida total brasileira correspondia a 59% do PIB do país ao final do
ano passado, proporção bastante inferior a países como Japão (199%),
Grécia (143%), Itália (119%), Irlanda (95,7%) e Portugal (93%).
“A
alta proporção do PIB gasta com juros pode ser vista como um fator de
vulnerabilidade da economia brasileira, mas nas atuais condições não
são consideradas como um grande problema”.
“O
Brasil está crescendo solidamente, tem um bom superávit primário e vem
recebendo um grande fluxo de divisas por meio de investimentos
estrangeiros diretos. Tudo isso ajuda a compensar a vulnerabilidade de
pagar juros tão altos”, avalia.
Queda
A
proporção do PIB brasileiro gasta com o serviço da dívida vem caindo
nos últimos anos – depois de chegar a 8,54% em 2003, caiu para 5,1% no
ano passado e, segundo as projeções da EIU, deve ficar em 4,9% neste
ano e em 4,3% em 2015.
"O Brasil está crescendo solidamente, tem um bom superávit primário e vem recebendo um grande fluxo de divisas. Tudo isso compensa a vulnerabilidade de pagar juros tão altos”"
INesse período, segundo a organização, o total da dívida brasileira deve cair dos atuais 59% do PIB para 53,7% do PIB em 2015.
As
projeções indicam que em 2015, após a reestruturação de sua dívida, a
Grécia terá uma dívida equivalente a 76,1% do PIB e deverá gastar
apenas 2,2% de seu PIB com o serviço de sua dívida, após um pico de
7,3% em 2012.
Outros países europeus,
porém, devem verificar um grande aumento na proporção do PIB gasto com
juros. A Itália deve chegar a 2015 gastando 6,1% de seu PIB com juros,
Portugal deve gastar 6% e a Grã-Bretanha, que em 2010 gastou 2,95%,
deve chegar a 4,6% em 2015.
O
principal fator que eleva a proporção do PIB brasileiro gasta com o
serviço da dívida é a alta taxa de juros básicos, já que a maior parte
da dívida brasileira atual foi tomada no mercado interno.
A
dívida externa, tomada em moeda estrangeira e a juros praticados no
mercado de crédito internacional, representa menos de 5% do total da
dívida pública brasileira, segundo os dados do Banco Central.
Dívida externa
A posição estimada da dívida externa total em maio de 2012 totalizou US$298,2 bilhões, decréscimo de US$3 bilhões em relação ao estoque oficial de março. A dívida de longo prazo alcançou US$264,1 bilhões, redução de US$2,9 bilhões, enquanto a de curto prazo manteve-se praticamente estável, passando de US$34,2 bilhões para US$34,1 bilhões.
Dentre os principais fatores de variação da dívida externa de longo prazo, excluindo-se a variação por paridades, destacaram-se as captações líquidas de títulos emitidos pelo governo, US$732 milhões; e de títulos emitidos pelo setor não financeiro, US$862 milhões; e amortizações líquidas de empréstimos do setor não financeiro, US$1 bilhão, de empréstimos de bancos, US$983 milhões, e de títulos emitidos por bancos, US$781 milhões. A variação por paridades reduziu o estoque de longo prazo em US$2 bilhões.
A posição estimada da dívida externa total em maio de 2012 totalizou US$298,2 bilhões, decréscimo de US$3 bilhões em relação ao estoque oficial de março. A dívida de longo prazo alcançou US$264,1 bilhões, redução de US$2,9 bilhões, enquanto a de curto prazo manteve-se praticamente estável, passando de US$34,2 bilhões para US$34,1 bilhões.
Dentre os principais fatores de variação da dívida externa de longo prazo, excluindo-se a variação por paridades, destacaram-se as captações líquidas de títulos emitidos pelo governo, US$732 milhões; e de títulos emitidos pelo setor não financeiro, US$862 milhões; e amortizações líquidas de empréstimos do setor não financeiro, US$1 bilhão, de empréstimos de bancos, US$983 milhões, e de títulos emitidos por bancos, US$781 milhões. A variação por paridades reduziu o estoque de longo prazo em US$2 bilhões.
Estados Unidos e Japão
Os
dados compilados pela EIU mostram que o peso da dívida brasileira é
muito maior para a economia do país do que as dívidas do Japão, país
com a maior dívida relativa ao PIB do mundo, e que os Estados Unidos,
que têm a maior dívida nominal.
O Japão,
cuja dívida total já ultrapassa os 200% de seu PIB, gastou em 2010
apenas 1,43% de seu PIB com o serviço dessa dívida. Essa proporção
deverá ser ainda menor em 2011, com uma projeção de gasto de 0,8% do
PIB com os juros da dívida.
No caso dos
Estados Unidos, que se veem envoltos na polêmica discussão sobre o
aumento do limite para o endividamento do país, dos atuais US$ 14,3
trilhões, esse valor deverá representar neste ano 68,3% do PIB do país,
e os gastos com juros deverão consumir 1,4% da produção anual de
riquezas americana.
Pagamentos com juros da dívida (em % do PIB)
| País | 2010 | 2011 | 2015 |
| Grécia | 5,47% | 6,50% | 2,20% |
| Brasil | 5,10% | 4,90% | 4,30% |
| Itália | 4,53% | 4,20% | 6,10% |
| Turquia | 4,37% | 3,60% | 3,40% |
| Irlanda | 3,20% | 3,20% | 3,80% |
| Índia | 3,20% | 3,20% | 2,10% |
| Portugal | 3,04% | 3,40% | 6,00% |
| Grã-Bretanha | 2,95% | 2,80% | 4,60% |
| União Europeia | 2,60% | 2,60% | 3,90% |
| França | 2,02% | 2,20% | 4,10% |
| Alemanha | 2,00% | 1,70% | 2,50% |
| México | 1,96% | 1,30% | 0,60% |
| África do Sul | 1,90% | 1,90% | 2,40% |
| Espanha | 1,60% | 1,90% | 3,30% |
| Argentina | 1,53% | 1,20% | 3,00% |
| Estados Unidos | 1,46% | 1,40% | 1,40% |
| Japão | 1,43% | 0,80% | 1,30% |
| Indonésia | 1,40% | 1,40% | 1,20% |
| Austrália | 0,90% | 0,90% | 0,70% |
| Venezuela | 0,80% | 1,30% | 5,90% |
| Canadá | 0,60% | 0,60% | 3,00% |
| Rússia | 0,60% | 0,60% | 0,40% |
| China | 0,50% | 0,40% | 0,60% |
| Chile | 0,28% | 0,20% | 0,20% |
| Coreia do Sul | -1,30% | -1,40% | -0,90% |
| Arábia Saudita | - | - | - |
| Fonte: Economist Intelligence Unit (EIU) |
Dívida total (em % do PIB)
| País | 2010 | 2011 | 2015 |
| Japão | 198,96% | 209,20% | 214,00% |
| Grécia | 142,65% | 154,80% | 76,10% |
| Itália | 119,10% | 119,80% | 118,00% |
| Irlanda | 95,70% | 112,60% | 85,80% |
| Portugal | 93,00% | 103,50% | 124,20% |
| Canadá | 84,00% | 82,70% | 76,70% |
| Alemanha | 83,40% | 81,40% | 75,40% |
| União Europeia | 82,50% | 83,70% | 82,10% |
| França | 82,38% | 85,00% | 87,30% |
| Grã-Bretanha | 76,07% | 79,90% | 91,90% |
| Estados Unidos | 62,29% | 68,30% | 71,00% |
| Espanha | 60,10% | 66,70% | 71,40% |
| Brasil | 59,00% | 57,40% | 53,70% |
| Índia | 50,70% | 51,00% | 45,80% |
| Argentina | 45,14% | 43,30% | 46,40% |
| Turquia | 42,83% | 41,20% | 32,90% |
| México | 36,84% | 37,40% | 31,30% |
| África do Sul | 32,30% | 35,40% | 42,10% |
| Indonésia | 25,72% | 24,60% | 19,40% |
| Venezuela | 24,90% | 32,30% | 43,40% |
| Austrália | 24,40% | 25,30% | 20,20% |
| Coreia do Sul | 22,60% | 22,20% | 20,70% |
| China | 18,90% | 19,10% | 18,40% |
| Arábia Saudita | 17,10% | 10,80% | 12,60% |
| Chile | 9,20% | 10,20% | 7,40% |
| Rússia | 9,00% | 8,30% | 12,40% |

